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Faixas:

1. Musk
2. Ruído Abóbora
3. Ave
4. Eixo
5. The Leaf
6. Griffin’s Shadow
7. Padma
8. Sparkle
9. Period
10. Penas

 

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Soundcloud:

 


“Ave” em números:

  • 1000CDs prensados
  • 168Palhetas perdidas
  • 256Horas no estúdio
  • 456P*** enunciados
  • 10Baquetas quebradas
  • 62983Notas gravadas
  • 1000CDs prensados
  • 1corda quebrada
  • 5Choques elétricos
  • 144000calorias queimadas
  • 62Litros de café
  • 1Incêndio
  • 19Instrumentos
  • 14músicos e técnicos
  • 4Blackouts

Release:

Eles têm 10 anos de carreira, cinco turnês nos Estados Unidos, chegaram ao topo dos grupos brasileiros mais acessados do MySpace, quando o MySpace estava no topo entre as redes mais acessadas no mundo. E mesmo assim não é justo apresentar o terceiro disco do Diafanes por algum dos predicados acima. Nem mesmo apresentar a banda.

Você coloca para rodar “Ave” e na primeira música está claro o recado de que não pegaram um atalho no moral adquirido na década. Você conversa com a vocalista e guitarrista Lorena Hollander e fica claro que não pegaram atalho fácil musical. Você conversa com Lorena e entende que ela não é apenas o rosto mais conhecido da banda, mas que sua árvore familiar se confunde em analogia à trajetória da banda.

Lorena é neta de Mário Gruber, um dos principais artistas plásticos contemporâneos no país. A analogia de Gruber com o Diafanes não reside no expressionismo nem no realismo fantástico, nem pelo trabalho com Di Cavalcanti ou Portinari, mas na forma de encarar a arte.

O artista devolvia todos frutos colhidos à arte, entregava seu lucro à pesquisa, entrava da cozinha ao laboratório para fabricar a própria tinta. O Diafanes tem o mesmo denominador comum – a busca pela excelência.

Por ela, trafegaram pelo universo oriental desde o início da carreira e pousam de voo sereno em “Ave”, inspirado e muito pelo sufismo do livro “A Linguagem dos Pássaros”.

“Nós encontramos um grande caminho de influência pela proposta do livro. Até a arte dele foi inspiradora. Bem como a proposta de viver uma vida menos material, mais espiritual”, diz Lorena.

“Quando começamos a compor, as músicas caminhavam para temática mais aérea, etérea, elementos como ar, céu estavam muito presentes. (“A Linguagem dos Pássaros”) Ajudou a amarrar o conceito do disco”, completa.  Para tanto, o

Diafanes usa uma igualmente uma paleta de cores diferentes.Foram buscar excelência para o arremate final nos Estados Unidos. Quem assina a mixagem do álbum é Darrell Thorp, que já fez o mesmo para Paul McCartney, Radiohead e Beck, entre outros. Já a masterização ficou a cargo de Michael Fossenkemper, que já fez o mesmo para artistas de Jimi Hendrix a Madonna.

Luiz César Pimentel

 


 

Clipe de “Ruído Abóbora”:

 

Vídeo de “Eixo”, produzido pelo artista plástico Lúcio Tamino: