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SOM
BRASILERO
Coluna
Persona, de Cesar Giobbi
Jornal "O Estado de São Paulo" - dia 11/7/06
A banda
de rock Diafanes, da qual faz parte a filha de Cláudia Hollander
e do artista plástico Gregório Gruber, Lorena, acaba de
ser uma das 20 selecionadas entre outras 2 mil, e a única
brasileira, para participar do final do Lollapalooza Festival,
dia 2 de agosto, em Chicago. Mas para se apresentar ao lado
de Red Hot Chili Peppers e de Sonic Youth, entre outros,
precisa ficar entre as quatro mais votadas na Internet.
A votação vai até o dia 21, no site www.diafanes.com.br
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Lollapalooza
pode ter show de banda paulista
Caderno
2 - Jornal "O Globo" - dia 12/7/06
André
Miranda
A banda
paulista Diafanes é uma das 20 finalistas para se apresentar
no Lollapalooza, entre mais de dois mil grupos inscritos
na primeira fase do concurso Last Band Standing , que procura
revelar conjuntos desconhecidos no festival de rock alternativo.
Após uma votação na internet com a participação de 600 mil
pessoas, e a seleção de um júri, o Diafanes concorrerá com
19 grupos americanos em nova votação entre internautas.
As quatro bandas mais bem posicionadas irão para Chicago
e, ao lado de outro grupo selecionado num concurso local,
apresentar-se-ão para jurados que escolherão quem irá tocar
no festival.
Grupo
une rock pesado e castanholas
O Diafanes
é liderado por Lorena Hollander, que canta, toca guitarra,
compõe as músicas em inglês da banda e faz dança do ventre
nos shows, ao lado de Ciro Visconti (guitarra), Samuel Denicol
(baixo e teclado) e Rafael Tortola (bateria). O grupo surgiu
em 2002. Lançou um disco (“See Through”) em 2004. Seu estilo
combina o rock pesado com castanholas e um theremin, instrumento
usado pelo Led Zeppelin no clássico do rock “Whole lotta
love”.
— Nunca
tocamos para mais de 700 pessoas — conta Lorena, cujas músicas
estão na comunidade on-line MySpace.
O Lollapalooza
deste ano terá atrações como o Red Hot Chili Peppers, The
Raconteurs e Sonic Youth. Para votar até o dia 21, o endereço
é <www.freshtracksmusic.com/lolla2006>.
O festival será de 4 a 6 de agosto.
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Revista
Playboy - Dezembro de 2003
Escrito por Thales de Menezes para a estréia da coluna O
novo som de Playboy
Criado
em 2002 pela guitarrista e vocalista Lorena Hollander e
pelo baterista Rafael Tortola, o quarteto paulistano Diafanes
vai na praia do Smashing Pumpkins: rock climático, puxado
pela voz delicada da cantora. O primeiro disco, DIAFANES,
impressiona.
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Tramavirtual
- Julho de 2006
Quase
lá
por
Flávio Seixlack
Banda
paulistana Diafanes está a um passo de tocar no festival
americano Lollapalooza. Saiba como ajudá-la
Juntos
desde de 2002, o Diafanes é uma banda com influências diversas,
que vão de Garbage a Radiohead. O primeiro disco, See Through,
foi lançado em 2004 de forma independente, e relançado nos
EUA e Europa no ano seguinte, pelo selo Digitone Records.
A banda se inscreveu recentemente em uma competição do Loolapalooza,
que selecionará um artista independente para se apresentar
no festival que contará com bandas como Red Hot Chili Peppers,
Sonic Youth e Flaming Lips. Por e-mail, a guitarrista e
vocalista Lorena Hollander e o guitarrista Ciro Visconti
falaram com a TramaVirtual.
Como
e quando começou a banda?
A banda começou em agosto de 2002. Montei a banda, pois
já tinha composto algumas músicas e queria trabalhá-las.
Quais
são as principais influências?
Cada membro do Diafanes tem diferentes influências. Mas
as principais influências são Smashing Pumpkins, Radiohead
e Garbage.
Quando
saiu See Through?
Lançamos nosso primeiro álbum, See Through, de forma independente
em 2004. Em 2005 fechamos com o selo americano Digitone
Records e eles lançaram uma nova versão do CD nos EUA e
Europa.
Como
foi gravar esse disco?
Gravar esse primeiro disco foi uma experiência incrível.
O estúdio foi uma espécie de laboratório para nós, as músicas
da banda sempre tiveram um quê de experimentalismo e na
gravação pudemos desenvolver melhor essa característica.
Tivemos que nos dedicar muito em cada etapa, que começou
na pré-produção. Foi um período longo e de muito trabalho.
Tratamos de cada música de forma única e especial, pois
queríamos que elas soassem exatamente como tínhamos em mente.
Nós mesmo que produzimos o álbum e não havia nenhum prazo,
então aproveitamos ao máximo os recursos que o estúdio podia
fornecer.
Sobre
a participação na votação do Loolapalooza. Como rolou?
O Lollapalooza abriu uma competição para bandas independentes
do mundo inteiro concorrerem a uma vaga no festival, bastava
se inscrever do site. Foram mais de 2000 bandas inscritas
e a competição se divide em quatro etapas. Na primeira ficamos
entre as 100 bandas mais votadas, e na segunda fomos escolhidos
por jurados como uma das 20 melhores. Agora estamos na terceira
etapa e precisamos do máximo de votos possível. As quatro
bandas que ficarem com mais votos irão para a última etapa
que é tocar ao vivo para os jurados em Chicago dia dois
de agosto. Para ajudar basta acessar o site do
Lollapalooza e votar pro Diafanes.
Qual
foi a reação da banda quando soube que estava entre as escolhidas?
Ficamos muito empolgados, principalmente por saber que o
próprio fundador do Lollapalooza, Perry Farrell (Jane’s
Addiction), nos escolheu entre 100 bandas. Também ficamos
felizes por sermos a única banda brasileira e a única de
fora dos EUA competindo agora na terceira etapa.
E qual
a expectativa com relação ao festival? Vocês acham que conseguem
tocar lá?
No momento estamos trabalhando duro na nossa campanha para
conseguir cada vez mais votos. Como somos a única banda
brasileira que sobrou na competição, a mídia tem nos apoiado
e por isso estamos bastante esperançosos. É uma competição
dura, pois estamos concorrendo com bandas que tem muito
público nos EUA, enquanto nós, apesar de termos um CD lançado,
ainda não tocamos lá.
Como
vocês definiriam o som do Diafanes?
Procuramos fazer um som diferente, misturamos diversas sonoridades,
procuramos incluir instrumentos incomuns como o theremin,
castanholas, snujs, derbake e koto. Utilizamos escalas e
acordes menos conhecidos e somos muito rigorosos na escolha
de timbres. Por isso fica difícil rotular nosso som.
Quais
os planos pra esse segundo semestre?
Queremos chegar à final do Lollapalooza, gravar nosso segundo
álbum e clipe e fazer muitos shows. Pedido ao leitor: é
muito importante que você vote todos os dias para que a
banda Diafanes, única brasileira concorrente, chegue a Chicago.
Por favor, não deixe de votar todos os dias até sexta-feira,
dia 21 de julho. Basta acessar o
site do Lollapalooza.
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Revista Playboy - Maio de 2004
Lorena Hollander e Clemente Nascimento
mostram como fazer seu estúdio em casa
Monte
um estúdio em casa
Já é possível comprar o equipamento para gravar
o CD da sua banda em casa com boa qualidade gastando menos
do que um carro popular
Por
Clemente Nascimento
Para quem
curte e toca, pouca coisa se compara à emoção de plugar
uma guitarra Gibson Les Paul num amplificador Marshall JCM
900, ligado no talo, num estúdio com o pé-direito enorme.
Mas... quando esse prazer custa até mais de 180 reais a
hora, aí o buraco é mais embaixo. Na atual toada, os grandes
estúdios parecem dinossauros próximos da extinção. Está
cada dia mais fácil e barato gravar uma demo ou até um CD
de qualidade em casa. É a verdadeira democratização dos
meios de gravação. Seu quarto pode virar um pequeno estúdio.
Foi o que fez a gatinha Lorena Hollander, vocalista e guitarrista
da banda Diafanes.
Lorena
não tem nenhum Abbey Road entre a cama e a penteadeira.
Ao contrário, alguns de seus equipamentos já estão bem obsoletos
(como a mesa de som Tascam M 216 e um teclado Casio tão
antigo que nem dá para reconhecer o modelo). Mas funcionam
muitíssimo bem. A verdade é que basta ter um PC, uma boa
placa de áudio, um microfone e mais um punhado de equipamentos
básicos para produzir uma demo de qualidade gastando muito
pouco, divertindo-se muito. Sem falar que o equipamento
estará sempre à disposição e o custo de manutenção é baixo.
Para que
você não fique rodando por aí gastando a sola do sapato
e ouvindo papo furado de vendedor esperto, PLAYBOY foi atrás
de soluções práticas para montar o seu estúdio dentro do
quarto com a melhor relação custo-benefício. É o suficiente
para você gravar um CD e mandá-lo prontinho para a gravadora.
Só não vá deixar a toalha molhada em cima da guitarra!
O que
comprar com...
Se você já tem um PC e uma guitarra em casa, confira como
desembolsar sua grana:
4,7 mil
reais
Reason 2.5, fone de ouvido (não dá pra comprar as caixas...),
mesa de som, amplificador e os dois microfones. Manja um
carro sem tração na lama? Rala, mas chega.
6,8 mil
reais
Acrescente o Sound Forge e o multiefeito. Estará maquinado!
10,1 mil
reais
Compre tudo. Agora, é só gravar o CD em casa, imprimir e
registrar suas geniais partituras. Tudo com a qualidade
de um Oasis!
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Texto em galego tirado do site Contrasurco. Rock en
Galicia - Fev 2004
Diafanes
Rock alternativo dende Brasil
Para cultivar a nosa militancia no Underground máis absoluto
Contrasurco empeza unha xeira de presentacións de bandas
que andan a traballar polo mundo adáinte e que deficilmente
terán acceso os nosos canais habituais de información.
E
para comezar realizaremos outra incosciente militancia,
a dos lazos lusófonos, para presentar a Diafanes, Esta é
unha banda brasileira que nos chega dende unha das megalopoles
do mundo Sao Paulo, que ten unha poboación que multiplica
varias veces a de Galicia.
O
grupo foi formado no 2002 por Lorena Hollander – (guitarra
e voz) Ciro Visconti , (guitarra) Pietro Bérgamo , (baixo)
e Rafael Tortola – (bateria) , No 2003 gravaron o seu single
Love In / Wilt, que tivo certa repercusión en Alemania.
Durante este tempo non pararon de xirar por Brasil: Actualemente
estrán a traballar na pre-producción do seu primeiro longa
duración que saira neste ano 2004.
No tocante o estilo poderíamos defini-lo como de rock alternativo,
onde destaca a súa busca de sonoridades e timbres orixinais.
Esto basease na mestura das súas influecias máis rockeiras
(Smashing Pumpkins, Veruca Salt, Soundgarden, Radiohead,
Queen, Pink Floyd,...) con sons etnicos tanto de brasil
como doutras partes do mundo.
Eles
salientan a influencia arabe e flamenca) chegando a empregar
algún instrumento destas latitudes. Sirva de exemplo deste
eclepticismo que no seu set list conviven sen problemas
versións de , Chico Buarque; e Radiohead.
Podedes
escoitar un dos seus temas na radio-contra na primeira quincena
de febreiro, E tendes máis información na sua Web: http://www.diafanes.com.br.
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Texto
tirado do site MTV - Bandas Novas
O Diafanes,
banda paulistana criada em 2002, tem o objetivo de fazer
rock com muito envolvimento artístico. A banda assume seus
experimentalismos e usa instrumentos como snujs, castanholas
e teremin. As letras, todas em inglês, retratam a condição
humana em seus aspectos sociais e pessoais.
Para quem
não conhece, os snujs são instrumentos inventados há mais
de 3000 anos. São dois pequenos címbalos de metal, usados
para efeitos percussivos, como a castanhola. Eles ficam
presos na ponta dos dedos, e podem acompanhar, por exemplo,
a dança do ventre. Já teremin, é considerado o vovô do sintetizador.
Inventado em 1919, ele é constituído de uma caixa e duas
antenas, que produzem sons por oscilação de frequência,
conforme o músico movimenta suas mãos.
No início
de 2003, o Diafanes compôs e produziu a trilha sonora do
espetáculo de dança "Sequences", de Laura Hallasz,
apresentado em Berlim. O resultado desse projeto foi o single
"Love In/Wilt", que mistura o timbre peculiar
do vocal, linhas de baixo melódicas com guitarras e baterias
pesadas. Sua segunda demo, gravada em 2003, inclui o single,
três músicas inéditas e uma versão de "Deus Lhe Pague",
de Chico Buarque. Neste disco, o lado experimental da banda
se evidenciou com a utilização de estruturas musicais pouco
usuais, além de timbres e efeitos inusitados. Esses elementos
surgem devido à grande diversidade de influências de seus
integrantes, que vão desde Smashing Pumpkins, Veruca Salt,
Soundgarden, Radiohead até bandas clássicas como Queen e
Pink Floyd.
O Diafanes,
que em grego quer dizer transparente, é formado por Lorena
Hollander, Ciro Visconti, Pietro Bérgamo, Rafael Tortola.
Lorena
é musicista e artista plástica. Aprendeu a tocar influenciada
pelas bandas dos anos 90. No Diafanes toca guitarra, snujs,
castanholas, canta e é a principal compositora.
Ciro Visconti,
que toca teremin e guitarra, também integra as bandas Duna,
Deep Purple Cover e o Quarteto de Guitarras Quattuor. É
professor no Conservatório Souza Lima, e regente da primeira
Orquestra de Guitarras da América Latina.
Pietro
Bérgamo (baixo e backing vocals) acompanhou o guitarrista
de blues Nuno Mindelis entre 1990 e 1991. Integrou diversas
bandas com Ciro Visconti, entre elas o Duna, Deep Purple
Cover e Corsário.
Rafael
Tortola toca bateria desde os treze anos. Estudou no Conservatório
Souza Lima e é integrante das bandas The Giant e Ravennah.
Discografia:Love
in/Wilt (single, independente, 2003)
CD Demo
(independente, 2003)
CD Demo:
Ao vivo no CCSP (independente, 2003)
Email:mailto:diafanes@diafanes.com.br
Site:
http://www.diafanes.com.br/
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Texto
tirado do Lady
Killers, site especializado em rock com vocal feminino.
Banda
de São Paulo que faz um som alternativo caprichado. A banda
ainda tem pouco tempo de vida, mas já mostra muita qualidade.
Fique de olho neles.
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Review no site Mundorock.net do show da
banda dia 24/05/2003 no Dinossauros Rock Bar.
Foto
e Texto: Paula Witchert
A
banda de Rock Alternativo Diafanes fez mais um show de divulgação
de seu single Love In/Wilt, que está entre os 25 primeiros
do MP3.com há algumas semanas.
Com
um repertório, que em sua maior parte é de músicas próprias,
o grupo teve a ousadia de se apresentar no Dinossauros,
um bar de Sampa que, como o nome já diz, é conhecido por
tocar os clássicos do Rock and Roll e ainda intercalar o
seu show com a banda Rocktopus, que já é conhecida na noite
paulistana, sendo bem o estilo do bar.
Por
incrível que pareça a banda foi muito aplaudida. O seu som
pesado, melódico e original contagiou até mesmo os funcionários
do bar.
O
grupo é formado por Lorena Hollander (vocal/guitarra/compositora
e idealizadora da banda), Ciro Visconti (guitarra), Pietro
Bérgamo (baixo) e Rafael Tortola (batera). Além dos hits
da banda como "Wilt", "Love In", e "Open Your Eyes", a banda
apresentou versões de músicas como "Shout" do Tears For
Fears e "Deus Lhe Pague" de Chico Buarque, aliás, esta última
merece elogios à parte. Mesmo com tudo isso, a grande novidade
da noite foi a nova música "Shrub" que tem alguns toques
de música oriental e a fantástica apresentação da vocalista
Lorena tocando Snuj, instrumento de percussão árabe, parecido
com a castanhola.
Com
guitarras pesada e vocal agudo, com ar de angelical, a banda
está marcando presença no circuito de Rock Alternativo,
marcado pela originalidade nas composições, nas letras e
nos efeitos visuais de merchandising.
Diz
a lenda que o site deles tem até links escondidos!
Com
tudo isso, pode-se dizer que o Diafanes anuncia que veio
ao mundo para fazer história no cenário do Rock, isso é
o que confirmaremos com o lançamento do seu primeiro álbum,
que está previsto para o segundo semestre de 2003... Veja
Através!
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Entrevista feita com Lorena Hollander e Ciro Visconti por Luiz Pattoli,
para a Revista online de Cultura Pop Rabisco - Junho de 2003.
Diafanes
– SÃO PAULO / DESDE 2002
Rabisco:
O que significa Diafanes?
Lorena:
Diafanes, em grego, significa transparente. Ou seja, algo
que você vê através. A idéia do nome da banda veio de uma
de nossas músicas, que chama "See-thru" (que significa transparente
também, mas em inglês), em uma conversa minha pela internet,
com o Ciro, atual guitarrista da banda. O nome representa
bem a banda, pois nosso objetivo é, além de fazer rock com
muito envolvimento artístico, tentar tornar as coisas mais
claras, mais transparentes para que todos possam olhar mais
a fundo, ou até mesmo ver através.
Rabisco:
Como se conheceram?
Lorena:
Conheci o Ciro e o Rafael no conservatório musical em que
estudo. E o Pietro conheci através do Ciro, eles tocam juntos
há muito tempo.
Rabisco:
E o que cada um faz além da banda?
Lorena:
Todos nós temos como principal atividade profissional a
música. O Ciro, o Pietro e o Rafael fazem faculdade de música
e tocam em outras bandas. O Ciro e o Pietro também são professores
de música. Eu, além de musicista, sou também artista plástica.
Até o final de junho, estou expondo na Pinacoteca de São
Caetano.
Rabisco:
Como vocês definem o som que vocês tocam?
Lorena:
É sempre difícil definir o som que você mesmo faz, mas basicamente
o Diafanes é o resultado de uma mistura de guitarras e baterias
pesadas, com linhas de baixo melódicas com o meu vocal,
que é mais agudo, associado a uma forte dose de experimentalismo.
Rabisco:
Vocês desejam fazer parte do elenco de uma grande gravadora?
Por quê?
Lorena:
Não faço questão de assinar contrato com uma grande gravadora.
Mas claro que, se tivermos a oportunidade, ela será levada
em consideração. É óbvio que um contrato desses daria nova
dimensão à banda. Ela chegaria mais facilmente aos ouvidos
do grande público, o que já é mais difícil quando se trata
de uma banda independente. Mas nosso objetivo não é esse,
se tivermos que continuar correndo atrás de shows, fazer
divulgação, investir no álbum da banda, não tem problema,
teremos a mesma dedicação que sempre tivemos e o som não
sofrerá mudança alguma por causa da perspectiva de assinar
contrato.
Rabisco:
Contem um pouco de como se arranjam para fazer shows.
Lorena:
Todos nós já temos experiência com outras bandas e assim
temos contatos em diversos lugares diferentes.
Ciro:
E o que ajuda muito é que quando você toca em algum lugar
e causa uma boa impressão, isso acaba gerando convites para
tocar em outros lugares.
Rabisco:
O que acham da troca de MP3 pela internet?
Lorena:
Como uma forma de divulgação, a troca de mp3s é muito útil.
Acho importante qualquer banda ter pelo menos dois MP3s
na internet, porque afinal ninguém vai comprar seu CD ou
assistir aos seus shows sem conhecer algumas músicas.
Ciro:
Isso é uma revolução incrível porque o público pode ter
contato direto com o artista sem nenhum intermediário.
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Texto escrito por André de Souza Carvalho para o site Mulheres no Rock:
Diafanes
surgiu em São Paulo através da inicitiva de Lorena Hollander,
uma moça de talento e inteligência primorosos: Multi-instrumentista,
compositora, designer, artista plástica, dançarina de dança
do ventre, vice-campeã mundial de WAR....
Se
não bastasse tudo isso, Lorena possui um dos vocais mais
belos e originais dentre as vocalistas brasileiras, algo
doce e delicado mas sem perder os ares de rock'n'roll. Ora
infantil, ora agressiva, Hollander sabe trabalhar muito
bem a sua voz e possui um timbre bastante versátil, tendendo
entre o lírico e o experimental. Aliás, experimentalismo
e originalidade são marcas registradas da banda que contrasta
o som pesado e vigoroso com a delicadeza vocal.
Diafanes
é uma banda que preza pela arte em todos os sentidos, e
chama a atenção pela mistura de guitarras sujas, elementos
étnicos, arranjos experimentais, exuberância vocal, dança,
performances sonoro-visuais...Uma banda que definitivamente
não quer ser mais uma no meio das milhares existentes.
Bastante
elogiada por entendidos da área, e tocada até fora do Brasil,
Diafanes é sem dúvida alguma uma grande revelação do rock
feminino nacional, exalando originalidade, qualidade e arte.
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Entrevista com Ciro Visconti para o site
SL Revista Eletrônica:
Ciro
Visconti, bacharel em guitarra, pela FAAM/Carlos Gomes,
é professor de Guitarra, Teoria, Harmonia, Contraponto e
Prática de Bandas, no Souza. Sempre experimentando novas
idéias, criou, em 2001, a Orquestra de Guitarras Souza Lima,
atualmente com 13 integrantes, que já se apresentou em diversos
locais, dentro e fora do estado. Leia, a seguir suas interessantes
opiniões e dicas sobre assuntos diversos e saiba novidades
sobre o lançamento do CD do grupo Diafanes!
JM - Nas
suas aulas de teoria, você tem liberdade para escolher a
bibliografia que o aluno deve ler?
CV - Sim.
Principalmente nas aulas de harmonia e de contraponto, onde
adoto os livros do Arnold Schoenberg. Nas aulas de teoria,
é um pouco mais difícil, porque não acho que exista uma
boa literatura, para alunos iniciantes. Eu prefiro usar
apenas o livro da Marisa Ramires - Exercícios de Teoria
Musical -, que acaba sendo um bom apoio para o aluno. Quanto
às matérias, prefiro passar em aula, no quadro, para que
o aluno escreva no caderno.
JM - Na sua opinião, de que forma um aluno de guitarra,
com aspirações profissionais, deve combinar os elementos
‘teoria’, ‘harmonia’ e ‘técnica’, ao estudar?
ponto de equilíbrio que um aluno de guitarra com aspirações
profissionais deve ter ao estudar teoria, harmonia e técnica?
CV - Acho
que todo estudo deve estar voltado para um real aprimoramento
musical. Muitos alunos que estudam técnica, por exemplo,
se preocupam mais com a quantidade de notas, do que com
a qualidade. É muito comum você ouvir guitarristas super
velozes, mas com um timbre péssimo, dificuldades rítmicas
e outras deficiências. Acho que o público, em geral, presta
muito mais atenção no timbre e na pegada, do que na velocidade.
Não que a velocidade seja um elemento sem importância, para
a técnica - muito pelo contrário -, mas os guitarristas
tendem a estudar apenas velocidade, esquecendo-se de aprimorar
o som, a afinação dos bends e dos vibratos, de estudar elementos
rítmicos - síncopas e hemíolas etc. -, que são aspectos
importantíssimos da técnica. O mesmo acontece no âmbito
da harmonia. É muito comum um aluno se perder em um mar
de termos técnicos, nomes de escalas, funções de acordes,
que muitas vezes não passa de um ‘tecnismo’, já que não
tem qualquer conexão com a prática. Harmonia e contraponto
são fundamentais para a composição, mas são estudos práticos
e não teóricos. Por isso eu acho que a melhor maneira de
estudar harmonia é manter a higiene cerebral e se afastar
daquilo que for apenas teórico e sem qualquer valor prático,
porque isso não é música. Na música, como em vários outros
campos de atividade, a prática precede a teoria.
SL - Como você equilibra os níveis dos alunos e as diferenças
de estilo?
CV - Não
é algo difícil de fazer e é, um pouco, um exercício de alteridade.
Se, ao ensinar o aluno, você for incapaz de se colocar no
lugar dele, será um mau professor e poderá dar aulas apenas
para alunos que estão em um nível mais alto, próximo ao
seu.
No ensino da guitarra, através de aulas individuais, um
bom professor tem que estar atento para as necessidades,
ambições e limitações de cada aluno. Considero que uma das
minhas funções, enquanto professor, seja ampliar o horizonte
musical do aluno. Por isso, gosto de mostrar-lhe coisas
diferentes das que ele ouve, mas eu nunca passaria músicas
do Real Book, para um aluno que goste de Punk, ou ensinaria
um solo do Deep Purple, para alguém que queira tocar samba.
Não posso qualificar por ruim a música que meu aluno ouve,
pois estaria subestimando o próprio aluno. É comum o aluno
mudar seu gosto musical, com o passar do tempo e por influência
do professor, mas isso tem que acontecer naturalmente, sem
imposições.
SL - A
disciplina Prática de Bandas é importante para o aprendizado
do estudante? Quais os pontos mais importantes?
CV - Na
minha opinião a aula de Prática de Bandas deveria ser considerada
a mais importante, pelo aluno, porque é justamente nessa
aula que se aplicam todos os conhecimentos que ele adquire.
Outro fator interessante é que sempre marcamos apresentações
ao vivo, com as bandas da Prática. Um músico pode ser excelente,
em seu quarto, tocando com um playback. Ele pode analisar
as harmonias mais complicadas, conhecer milhões de escalas
e arpejos, mas todo esse conhecimento só vai ser avaliado,
quando ele estiver tocando com outros músicos, em cima de
um palco. Essa nunca é uma experiência controlada e o resultado
é imprevisível: talvez aquela música que você considerava
mais difícil saia muito melhor ao vivo, do que em qualquer
ensaio, ou talvez algo dê errado e você se veja numa enorme
‘fria’. Aprender a sair de’frias’ desse tipo é bastante
importante, para o desenvolvimento musical.
SL – Fale
sobre a Orquestra de Guitarras Souza Lima?
CV – É
uma orquestra cuja estrutura segue a das orquestras sinfônicas.
Atualmente, são 13 integrantes, divididos em 5 naipes _
primeiras, segundas e terceiras guitarras, guitarras barítono
e um contrabaixo, além de mim, na regência. Cada naipe tem
seu chefe e ensaiam também separadamente. Nosso repertório
concentra-se na obra de W. A. Mozart – uma serenata e três
divertimentos para cordas – perfazendo cerca de uma hora
de concerto. Nossas apresentações incluem a Expo Music de
2002, uma mini turnê, no estado do RS, além de diversos
locais, em SP.
SL – E, na sua opinião, qual o ganho, para o aluno que participa
dessa orquestra?
CV – Penso
que a orquestra proporciona uma prática de grupo completamente
diferente da que um aluno de guitarra teria em outras formações,
onde tocaria, no máximo, com um ou dois guitarristas. A
leitura é outro ponto muito importante, pois lemos em clave
de fá, dó e sol, desenvolvendo a leitura relativa. A disciplina
da música erudita também torna o aluno um intérprete mais
preciso.
SL - Todos nós sabemos que suas principais influências são
guitarristas considerados setentistas, a exemplo de Ritchie
Blackmore, Brian May e Jeff Beck. Fale da experiência de
tocar no Diafanes, uma banda com um som tão moderno e experimental?
CV - Quando
fui convidado a participar do Diafanes, confesso que fiquei
um pouco apreensivo. Considerei que talvez meu estilo não
combinasse com o som da banda e que eu tivesse muitas dificuldades
em me adaptar. Porém, ao contrário do que pensava, desde
os primeiros ensaios, percebi que tinha facilidade em me
encaixar no som, totalmente experimental, da banda. Hoje,
entendo que essa facilidade veio justamente da influência
que eu tive desses guitarristas que você citou. O Blackmore,
o Jeff Beck e o Brian May nunca se acomodaram em um som
e sempre experimentaram, na execução, composição e no equipamento.
Eles e tantos outros guitarristas dessa época mudaram a
história da música popular, por serem ousados, inquietos
e inconformados. Até hoje, produzem álbuns e músicas originais,
porque são verdadeiros experimentadores. Ter influência
de outro músico não é simplesmente roubar-lhe alguns licks.
O mais importante é entender os conceitos musicais por ele
aplicados e adaptar para a sua realidade, mesmo que seu
caminho seja muito diferente.
SL - Explique
como funciona o processo da composição do Diafanes e como
surgiu a idéia de incluir instrumentos estranhos ao rock
- castanholas e snujs -, em suas músicas.
CV - Cada
um de nós tem um método de composição próprio e completamente
diferente do outro. A Lorena é a mais intuitiva e consegue
expressar muito bem a sua musicalidade. Sou o oposto, nesse
sentido, porque toda vez que eu componho intuitivamente,
acabo plagiando alguém, sem querer. Por isso, prefiro partir
de uma idéia estrutural, que pode ser uma frase, um motivo,
um acorde ou simplesmente um pedaço da letra. A partir disso,
eu desenvolvo o tema, tentando me manter fiel a essa idéia.
Quanto mais o desenvolvimento for fiel à idéia, mais a música
soará orgânica. O Pietro mescla um pouco os dois métodos
e consegue ser, ao mesmo tempo, estrutural e intuitivo.
A inclusão de outros instrumentos faz parte do caráter experimental
da banda. Adoramos soar diferente, a cada música, e por
isso incluímos castanholas, snujs, derbake, theremin, entre
outros instrumentos. Na verdade, nos divertimos muito com
isso e acredito que essa tendência seja mais forte, nos
próximos álbuns.
SL - O Diafanes estará lançando o seu primeiro álbum, em
breve. Qual foi a sua maior preocupação para fazer este
projeto e quais as expectativas sobre o lançamento do disco.
CV - A
maior preocupação era que o álbum fizesse jus ao ‘som ao
vivo’ da banda. Isso porque, apesar das nossas ‘demos’ terem
sido muito elogiadas, as pessoas sempre preferiram a banda,
ao vivo. A produção foi muito perfeccionista e nós nos preocupamos
com cada detalhe das músicas. Estou mais do que satisfeito
com o resultado final e tenho muito boas expectativas, que
esse primeiro álbum abra muitas portas para nós.
SL - Qual é a combinação de pedais mais indicada para os
estilos: Blues, Pop (geral), Funk e Hard Rock?
CV - Acho
que, na verdade, a melhor combinação também depende do fator
financeiro, visto que bons pedais, normalmente, são caros.
Acho que a combinação que uso é extremamente versátil e
me possibilita tocar todos os estilos. Minha pedaleira inclui
um A/B Box - para alternar o meu sinal de um ampli para
o outro; um compressor antigo, da DOD; um Tube Screamer,
da Ibanez; um Overdrive OD1, da Boss; um Phase 90, da MXR;
um Octave, da Boss; um Cool Cat, que é o chorus da Danelectro;
um Doctor Q, da Electro-Harmonix; dois DanEchos, da Danelectro
e um Delay análogo, da Boss DM-2. Muita gente pode achar
que ter montes de pedais não é muito prático, e que o melhor
seria ter uma pedaleira programável, mas eu não gosto muito
desse tipo de som. Quando você tem um monte de pedais você
deve ter bons cabos, ou o ruído e a perda de sinal serão
muito acentuados. Uso os cabos George L´s, que não têm solda.
É uma opção muito cara, mas vale a pena, pois são os melhores
cabos de que já tive notícia.
SL - Você
acredita em simuladores de amplificadores?
CV - Sinceramente,
não. Não posso palpitar muito tecnicamente sobre o assunto,
já que não conheço nada sobre eletrônica. Mas já experimentei
muitos modelos de simuladores com um som horrível. Acho
que são extremamente práticos e úteis para um trampo em
que você vai gravar sem muita responsabilidade, tipo um
jingle, mas eu jamais gravaria com um aparelho desses, esperando
que o som ficasse igual ao de um dos meus amplis. Para você
ter uma idéia, até a pré-produção do álbum do Diafanes e
as guias eu gravei microfonando meu ampli. Conheço muita
gente que fica empolgada com esses aparelhos, principalmente
por sua praticidade, mas acho que som de guitarra de verdade
tem que vir de um amplificador de verdade.
SL - A
gravação caseira ficará no hobby e nas pré-produções ou
será mercado?
CV - Depende
de quem está gravando. Um cara que entenda de gravação e
de mixagem pode fazer verdadeiros milagres com um PC e alguns
bons softwares, em seu quarto. As ferramentas de gravação
e de edição estão cada vez mais poderosas e portáteis. Na
pré-produção do nosso Cd, montamos minha aparelhagem na
casa da Lorena e gravamos todas as guias do disco. Se tivéssemos
masterizado, essas gravações dariam uma ótima demo.
SL - Qual
será a relação mercadológica de gravação caseira e Internet?
CV - Relação
total. Hoje você pode gravar seu álbum em sua casa e, se
tiver habilidade com as ferramentas da Internet, será possível
fazer uma excelente divulgação. Vou dar um exemplo: recentemente
o Diafanes esteve fazendo uma mini-turnê no Rio Grande do
Sul. Tocamos em Novo Hamburgo, São Leopoldo e Porto Alegre,
cidades que sequer havíamos visitado antes. Em alguns shows,
as pessoas já conheciam nossas músicas, porque deixamos
boa parte de nossa demo disponibilizada para download, em
nossa página. Isso é muito legal: o álbum só sairá no meio
de outubro, mas muitas pessoas, em cidades onde nunca tocamos,
já ouviram nossas músicas. A tendência desse tipo de divulgação
é crescer muito, daqui para frente.
SL - Você
acredita que hoje em dia seja mais vantajoso gravar um CD
independente, como fez o Diafanes, ao invés do esquema antigo,
com as gravadoras?
CV - Pergunta
difícil. Nós nunca procuramos uma gravadora para mostrar
nosso som. Sempre pensamos que nosso álbum seria independente,
mas ao mesmo tempo, não queremos carregar uma bandeira,
que a única saída para as bandas é seguir esse caminho.
Cada banda deve saber qual o melhor caminho. Na verdade,
apesar de nunca termos cogitado entrar para uma gravadora,
não posso dizer que isso nunca vá acontecer. Por enquanto,
estamos nos virando muito bem e não sentimos necessidade
de mudanças.
SL - Conte-nos
sobre a gravação do videoclipe do Diafanes.
CV - Foi
uma das experiências mais divertidas da minha vida. Justamente,
porque nós mesmos fizemos o cenário e o roteiro. Experimentamos
cenas com vidros de várias texturas, utilizando-os como
se fossem filtros, para a câmera. Usamos panos para o cenário
e tivemos que aprender a instalar vidros em uma armação
para poder quebrá-los, depois. O resultado final foi bem
legal e eu estou ansioso para gravarmos o segundo, o que
deve acontecer ainda nesse ano.
SL - Fale
da importância que as revistas especializadas têm para nós,
profissionais, e para os estudantes. Você teria sugestões
para as suas pautas?
CV - Foi
muito legal ter a oportunidade de escrever para a Cover
Guitarra (1997/99) e, depois, para a Guitar Class, principalmente
porque eu pude entrar em contato com guitarristas do Brasil
inteiro, através de e-mail. Fazer transcrições é sempre
muito desafiador, pois se você comete um erro, sempre há
leitores mais atentos, que vão escrever para corrigi-lo.
Acho que, para um músico iniciante, todo tipo de informação
dessas revistas são bastante importantes e podem ajudá-lo
significativamente, na sua evolução musical. Além disso,
o aumento do número de revistas especializadas é um reflexo
do crescimento do mercado. Acho que seria muito legal se
os sites dessas revistas tivessem arquivos de MP3 das colunas,
matérias e transcrições, disponíveis para download e que
houvesse mais espaço para dicas de composição. O cenário
brasileiro está cheio de bons instrumentistas, mas a maioria
tem dificuldades para compor.
Confira o trabalho de Ciro Visconti nas seções MP3 e Transcrições.
Contato: ciro@diafanes.com.br
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Review para o site SL
Revista Eletrônica escrito por Paula Witchert
DIAFANES
"See Through"
(Independente)
13 faixas - 63:05'
Peso
"pero no mucho", dissonâncias, vocal com grandes influências
líricas, instrumentos esquisitos, letras politizadas e muita
criatividade. Isto é o que, basicamente, se pode esperar
do primeiro álbum desta banda paulistana, formada em 2002.
Gravado
e mixado no Nimbus Studios, o CD tem excelente qualidade,
além do maravilhoso encarte, com fotos artísticas, tiradas
e trabalhadas pela vocalista/guitarrista Lorena Hollander
e o artista plástico Lúcio Tamino.
O
grupo, talvez, traga ao rock um novo estilo, misturando
influências de bandas clássicas - Queen e Pink Floyd - ao
rock alternativo -Smashing Pumpkins e Radiohead -, com uma
sutileza de fazer inveja. Destaques para os maravilhosos
solos de Ciro Visconti, na bela "Wilt", por exemplo.
Composições
complicadas, harmonizadas em "espelhos", são interpretadas
em instrumentos exóticos: a maravilhosa "Shrub" traz Lorena
tocando 'snujs' e o baterista Rafael Tortola, o 'derbak'
(ambos instrumentos da percussão árabe). A exótica "Mistaken"
traz Ciro tocando o 'theremin' (o primeiro sintetizador,
importante elemento da música eletro-acústica, criado por
Leon Theremin, no começo do século XX, e usado por Jimi
Page) e na excelente "Inside Me", Lorena e Rafael tocam
castanholas. Destaque para os lindíssimos backing vocals
desta faixa.
O
cd traz, ainda, letras inteligentes e politizadas, escritas
por Lorena Hollander. Exceção para a faixa "Wars", escrita
pelo baixista Pietro Bérgamo, onde se percebe fortes influências
das bandas hard rock dos anos 80, estilo do grupo norte-americano
Journey.
"See
Through" é um prato cheio para quem está a fim de novidades
e cansado da mesmice que rola no cenário musical do rock.
Contato:
www.diafanes.com.br
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Matéria
com Rafael Tortola na revista Modern Drummer, edição
de Dezembro de 2004
Rafael
Tortola - A Bateria Experimental do Diafanes
A banda
Diafanes lançou seu primeiro álbum, See Through, em novembro,
no Blackmore Rock Bar, e o clipe da música Love in
já está na programação da MTV. Rafael Tortola é baterista
e fundador do grupo, junto com a vocalista Lorena Hollander.
“Eu tocava heavy metal e fazia covers de bandas como Dream
Theater e Symphony X”, conta Rafael. “Mas também gosto de
bateristas com pegada funk, como Dennis Chambers, John Blackwell,
Tony Royster Jr. e Dave Weckl. Como o guitarrista Ciro Visconti
e o baixista Pietro Bergamo também seguem uma linha rock,
essa se tornou a principal vertente do álbum.”
Rock,
mas experimental com toques progressivos. Para gravar o
álbum, Rafael experimentou afinações e captações diferentes.
Na música “Noisy Voices”, o som da bateria foi captado com
um único microfone, acompanhado de um talkbox. Em outra
música, “Shrub”, as idéias são tiradas da musicalidade árabe
e Rafael atua também como percussionista, tocando caxixi
e derbak. “Esta foi a música mais difícil de gravar. Há
uma passagem em que faço frases nos toms e alguns detalhes
nos aros dos toms. No momento da gravação, tudo na bateria
vibra e este som dos aros dos toms não apareceu. Tive de
gravar só este detalhe num take separado”. O baterista usa
uma caixa Mapex Black Panther de 13x4” com as peles bem
apertadas. Apesar disso, no álbum, seu som é pesado e a
caixa parece ser maior.
Rafael
cria suas partes de bateria a partir do improviso, junto
com os outros componentes do grupo. “Como há um trabalho
de harmonia muito interessante, tenho como colocar características
muito fortes do rock nas levadas e frases”. O Diafanes é
a primeira banda de Rafael a trabalhar com músicas próprias.
Ele estudou
no Conservatório Souza Lima, teve aulas particulares com
Douglas Las Casas e estudou música popular na FAAM. Em 2002,
acompanhou o guitarrista argentino Maycow Reichembach no
Cascavel Jazz Festival. Em paralelo ao seu trabalho com
o Diafanes, gravou o álbum de estréia da vocalista Nanda
Mazza e faz os shows da turnê.
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Review
publicado na revista Modern Drummer, edição
de Dezembro de 2004
See
Through
Diafanes
Independente
Tipo: CD
O Diafanes
é uma voz nova no rock alternativo paulistano. Letras em
inglês e uma mistura de vocal feminino pop, muito bem interpretadas
por Lorena Hollander, com guitarras pesadas. Rafael Tortola
criou partes de bateria com influências de Mike Portnoy
e Dennis Chambers, mas com timbre e pegada muito pessoais.
Um álbum de rock pesado com espaço para experimentações.
Destaque para as faixas “See-thru”, “Ecosystem Equilibrium”,
“Inside Me” e “Noisy Voices”.
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Revista da MTV - Lorena Hollander na coluna Eu sou, edição de Maio
de 2005
Samba
& Rock. São os nomes de dois cachorros de Lorena, que
batalha para ver sua banda rolar.
“Sou vocalista,
guitarrista e compositora da banda Diafanes e também trabalho
com artes plásticas. Atualmente estudo canto e harmonia
musical e o que mais quero é viver da minha banda e através
dela ajudar projetos sociais. Sempre fui muito determinada,
objetiva e corro atrás de meus sonhos. Diversão pra mim
é viajar, ir ao cinema, sair com os amigos. Criei minha
banda em 2002 e isto foi a melhor coisa que pude fazer.
Tocamos no Fórum Social Mundial de 2005 em Porto Alegre,
em São Paulo e em várias outras cidades. O mais emocionante
foi lançar nosso primeiro álbum e ver nosso videoclipe “Love
in” estrear na MTV. Eeste mês nosso CD “See Through” será
lançado nos Estados Unidos e Europa. Sonho de consumo? Uma
guitarra Stratocaster da Fender (1) dos anos 50. Gosto de
ler livros sobre arte e música e os meus filmes favoritos
são Clube da Luta, Matrix, Em Busca da Terra do Nunca, entre
outros. Há 5 anos me dedico à dança do ventre e meu hobby
é cuidar da página da banda (2) na internet. Graças a minha
família fui criada num ambiente muito estimulante e criativo.
Minha mãe é marchand e astróloga (3), meu avô, pai e irmão
são artistas plásticos. Gosto dos Smashing Pumpkins, Radiohead,
Karnak, André Abujamra, Mutantes, Burning Airlines, Garbage,
entre outros. Uma boa lembrança que tenho da minha infância
é de uma performance musical improvisada que fiz na Casa
do Sol, uma escolinha de arte que eu freqüentava quando
era pequenininha. Todo mundo adorou. E eu adoro dormir muito
tarde, comer chocolate e tenho mania de ficar trocando a
cor de esmalte a toda hora. A maior besteira que fiz foi
trancar a chave do carro no porta-malas e deixar minha guitarra
presa lá dentro um pouco antes de um show. Um ídolo? O Billy
Corgan (4). Alguém sem graça? Fácil, a Britney Spears. Tenho
cinco cachorros e dois deles ainda são filhotes. Um se chama
Samba e outro Rock. Guerra, violência, desmatamento, fome,
preconceito, desigualdade social e jabá são coisas que me
deixam indignada. Acho que as drogas são péssimas para a
saúde, mas como o cigarro e álcool são legalizados, o resto
também deveria ser. Acredito em Deus, aprecio as diversas
filosofias religiosas, mas não sigo nenhuma em particular.
Acho que estamos numa época decisiva para o futuro da humanidade.
Acredito que se o Homem não preservar a natureza vai acabar
com nossa espécie”.
Lorena Hollander, 20 anos
SERVIÇOS
1. A Stratocaster
é um modelo de guitarra elétrica desenhada por Leo Fender
no começo dos anos 50 e em produção desde essa época. A
Strat -apelido para os íntimos- foi e é usada por alguns
dos maiores guitarristas da história - Eric Clapton, Yngwie
J. Malmsteen, Buddy Guy, Dick Dale, David Gilmour (do Pink
Floyd), Stevie Ray Vaughan, Mark Knopfler (do Dire Straits),
John Frusciante (do Red Hot Chilli Pepper), Jeff Beck e,
claro, Jimi Hendrix, que inclusive tocou com uma em Woodstock.
Junto com sua irmã mais velha, a Fender Telecaster e a Gibson
Les Paul, é uma das mais conceituados e populares modelos
de guitarra elétrica do mundo.
2. O site
da banda: www.diafanes.com.br
3. Lorena
Hollander aprendeu a fazer arte dentro da própria casa.
Ela é filha da astróloga Cláudia Hollander e do artista
plástico, desenhista, cenógrafo, escultor, fotógrafo e professor,
Gregório Gruber.
4. Billy
Corgan foi líder, guitarrista e vocalista de uma das mais
interessantes bandas dos anos 90, o Smashing Pumpkins, que
misturou a fúria do grunge com o lirismo indie. Depois que
os Pumpkins viraram abóbora, ele ainda fez um disco do projeto
Zwan e atualmente finaliza a gravação de seu primeiro CD
solo.
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Revista Guitar Player- Entrevista com Ciro
Visconti, edição de Maio de 2005
Ciro
Visconti explora vários timbres de guitarra no rock do Diafanes
“É
difícil definir o som do Diafanes. Prefiro dizer que é rock
experimental”, diz o guitarrista Ciro Visconti sobre a banda
que integra ao lado de Lorena Hollander (vocais), Pietro
Bergamo (baixo) e Rafael Tortola (bateria). A afirmação
de Visconti faz sentido. Como classificar um grupo que mistura
guitarras pesadas, ruídos e dissonâncias com elementos inusitados,
como castanholas, snujs e derbake (instrumentos árabes)
e theremin? O “rock experimental” do Diafanes pode ser ouvido
em seu álbum de estréia, See Through.
A
banda foi idealizada pela vocalista Lorena em 2002. Ciro
entrou no grupo no ano seguinte. Antes do Diafanes, ele
fazia parte do quarteto de guitarras Quadrivium, que tocava
músicas eruditas. Visconti também é produtor, arranjador
e professor do Consevatório Souza Lima, em São Paulo. O
guitarrista integra ainda o power trio Mata Hari, que toca
clássicos do rock, e a banda Purpendicular, um tributo ao
Deep Purple.
O Diafanes assinou contrato com a gravadora americana Digitone
Records, que lançará no mercado americano uma versão com
faixas extras do álbum See Through, além de dois singles
com as músicas Love In e Inside Me.
Você
utiliza diversos elementos para se expressar na guitarra.
Como chegou a esses sons?
Meu conhecimento
de harmonia vem do estudo tradicional e de contraponto,
especialmente do livro Harmonia, de Arnold Schoenberg. Aprendi
que a arte da harmonia consiste em conduzir partes melódicas,
em vez de apenas combinar acordes. Essa condução de melodias
gera algumas das harmonias dissonantes em nossas composições.
Quanto a efeitos, utilizo recursos pouco comuns, como talk
box, na música Noisy Voices, e EBow, em Not Now. Também
há ocasiões em que deixo meus pedais com regulagens radicais,
como na introdução de Inside Me, que tem um chorus com todos
os controles no máximo, ou no primeiro solo de See-Thru,
que apresenta um ajuste de delay que faz com que a guitarra
soe como flauta. Exploro afinações diferentes, como a Nashville
(seis cordas primas afinadas dentro de uma mesma oitava),
que usei em Shrub. Na faixa Ecosystem Equilibrium, toco
uma Tagima Baby, que chamo de guitarra piccolo por ser afinada
uma quinta acima (B, E, A, D, F# e B). É muito importante
soar diferente em cada música.
Qual
equipamento usou no álbum?
Toquei
cinco guitarras Tagima, três com afinação convencional e
duas com afinações alternativas. Todas são do tipo Strato,
com cordas Ernie Ball .011 e apenas dois single-coils, pois
não uso o captador do meio. Elas são equipadas com pickups
Dimarzio Virtual Vintage, que produz menos ruídos do que
os single-coils normais. As guitarras possuem ainda ponte
com dois pivôs da Wilkinson ou da Fender e tarraxas com
trava. Em minha pedaleira tenho duas A/B box – uma delas
para alternar o meu sinal de um amp para outro e a segunda
para alternar de uma guitarra para outra. Meus pedais são
um antigo compressor da DOD, um Ibanez Tube Screamer, um
Boss Overdrive OD-1, um Boss Turbo Overdrive OD-2, um MXR
Phase 90, um Boss Octave, um chorus Danelectro Cool Cat,
um Electro-Harmonix Doctor Q, dois Danelectro DanEcho e
um delay analógico Boss DM-2. Uso cabos George L’s sem solda.
Utilizei três amplificadores no álbum: um Marshall JCM 800,
um Vox AC15 e um Music Man 410 HD da década de 70.
Como
fez o solo ruidoso de Love In?
Aqueles
ruídos são harmônicos artificiais que produzo passando a
lateral de minha mão direita sobre a terceira corda, enquanto
toco ligaduras com a mão esquerda. Este efeito é valorizado
pelo oitavador, que gera a oitava inferior de cada um desses
harmônicos.
E
aquele som agudo e dissonante de Ecosystem Equilibrium?
Aquela
melodia é feita com um slide de ferro na região mais aguda
da guitarra piccolo, que está bem acima da tessitura da
guitarra normal. Eu queria que a melodia da guitarra e a
linha de voz soassem como se estivessem duelando na região
aguda. Para concretizar esse efeito, criei uma melodia dissonante
em relação ao vocal.
Como
criaram Open Your Eyes, uma surf music com clima diferente?
Essa música
não tinha clima de surf music no começo. Foi uma idéia do
Rafael, que fez uma levada bem própria do estilo. Para nos
aproximarmos do som da surf music, Lorena e eu gravamos
nossas partes com meu Vox AC15, que tem um trêmolo clássico,
uma das marcas registradas de Dick Dale e Hank Marvin. Visite
o site www.diafanes.com.br.
David
Hepner
Veja matéria
completa na Guitar Player 109.
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Revista online Minimal Devotion - Entrevista
com Lorena Hollander - edição de Janeiro de 2006
LORENA
E DIAFANES
Uma Soprano sem definições
Geralmente vocalistas femininas com timbres muito agudos
como o de Lorena optam por cantar em bandas de heavy metal
ou gothic music. Lorena e o Diafanes nada têm a ver
com sonoridades obscuras...Na verdade eles pouco têm
a ver com uma série de coisas... Na verdade eles
muito têm a ver com uma série de coisas...
Na verdade...
1
- Acho que podemos dizer que o som do Diafanes é
bem complexo - até mesmo um pouco progressivo - como
vc definiria as músicas do Diafanes?
_É difícil definir o som do Diafanes porque
misturamos várias sonoridades, colocamos muitos efeitos
na guitarra e no baixo, tocamos instrumentos incomuns (snujs,castanholas,
theremin, derbake e, em breve, koto) e sempre tentamos fazer
arranjos diferentes e bem elaborados. Costumo dizer que
é "rock alternativo" pois para mim isso
significa ter um estilo próprio e um som único
e é justamente isso que procuramos fazer, sair da
mesmice.
2 -
A banda já existia antes da Lorena ou trata-se de
uma banda da Lorena? como vcs se acharam?
_Eu formei a banda pois já tinha muitas idéias
e composições. Chamei o Rafael para participar
e depois de meio ano e convidei o Ciro e o Pietro para entrarem
na banda. O Pietro e o Ciro já tocavam juntos há
muito tempo e eu já tinha tocado com o Rafael em
outra banda, todos nós nos conhecemos no conservatório
em que eu estudava.
3 -
Seu timbre vocal é bem agudo! que cantoras vc admira
e curte? influências masculinas?
_Pois é, sou soprano coloratura, que é exatamente
o tipo de voz que chega nas notas mais agudas. Curto muitos
estilos de música e por isso admiro cantoras desde
Maria Callas até Shirley Manson (Garbage), Kate Pierson
(B-52's), Nina Gordon (ex-Veruca Salt), Elis Regina, Natasha
Atlas, etc. De cantores gosto muito do Thom Yorke (Radiohead)
e aliás, acho que, de todos artistas que citei, ele
é a pessoa com a qual eu mais me identifico vocalmente.
Mas acho difícil dizer se esses artistas são
influências ou não para mim. Tento aproveitar
ao máximo o que a minha voz pode proporcionar, sem
me apegar a fatores externos. Gosto muito de compor melodias
bem agudas porque acho muito interessante quando a minha
voz é a linha mais aguda em uma música. Vejo
a voz como mais um instrumento na banda. Acho que a linha
principal (no caso da banda, a minha voz) soa muito bem
quando é ela é a mais aguda, pois isso a coloca
em destaque. Acho que o Radiohead também aproveita
isso muito bem.
4 -
O que vc tem ouvido ultimamente? quais seus discos primordiais?
_Ultimamente tenho ouvido muito o CD novo do Garbage "Bleed
like me", "Infinito de Pé" do André
Abujamra e "Hail to the Thief" do Radiohead. Primordiais
são todos os álbuns dos Smashing Pumpkins,
Radiohead, Garbage e Karnak. Fica até difícil
escolher um álbum só de cada uma destas bandas!
5 -
A arte gráfica e as fotos do encarte do cd são
de sua autoria e de uma qualidade muito boa em minha opinião...vc
trabalha com isso também? que artistas gráficos
vc curte? e fotógrafos? bem, já ouviu falar
do Porão e do Alex 'monnosapiens' de uma tal de Minimal
Devotion (rs)?
_Venho de uma família de pintores, então trabalho
com artes plásticas já faz um bom tempo. Depois
da música minha principal atividade é a pintura,
inclusive já participei de algumas exposições
pelo estado de SP. A fotografia também é uma
paixão e para fazer o encarte do CD foi até
difícil selecionar as fotos porque tenho uma quantidade
imensa! A palavra "Diafanes" significa transparente
em grego e por se referir a uma idéia visual acabei
tirando muitas fotos com esse tema e relacionando com as
letras das músicas. Ultimamente ando curtindo muito
ver na internet trabalhos de diversos fotógrafos
em sites como o Deviantart e, é claro, o Minimal
Devotion.
6 -
O seu guitarrista Ciro Visconti é um virtuose e até
mesmo pela guitar player nacional já foi abordado!
poderia falar sobre os músicos do Diafanes? qual
a formação do pessoal? o que esse "povo"
curte ouvir e tocar? vcs têm covers em seus shows?
_Pois é, o Ciro é um excelente guitarrista
e sempre foi bastante reconhecido,inclusive ele acabou de
fechar um contrato de endorsement com a Santo Angelo. Ele
é formado em música e já participou
de várias bandas e projetos, como o Quattuor, um
quarteto de guitarra que tocava só música
erudita e hoje em dia ele faz um projeto similar como regente
da Orquestra de Guitarras Souza Lima. O Pietro cursa Composição
e Regência na Unesp e curte Yes, ELP, entre outras
bandas progressivas. O Rafael dá aula de bateria
e curte bandas mais pesadas. As vezes tocamos covers de
bandas como Smashing Pumpkins, Radiohead e já fizemos
até versão de Chico Buarque.
7 -
E como está essa parte? vcs não parecem ser
aquele tipo de banda que toca em qualquer local! estou certo?
quais foram os shows mais importantes até agora?
_Fizemos poucos shows em 2005 porque aconteceram muitas
outras coisas importantes: fechamos contrato com a gravadora
americana Digitone Records, produzimos os singles de "Love
in", "Wilt" e "Inside me" que foram
lançados nos EUA junto com a versão americana
de nosso primeiro álbum "See Through" e
agora estamos montando um estúdio. Em 2006 faremos
uma turnê pelos Estados Unidos e com certeza faremos
mais shows por aqui também. Não temos preconceito
e adoramos tocar para os mais diversos públicos.Nossos
shows mais importantes foram no Centro Cultural São
Paulo, no V Fórum Social Mundial em Porto Alegre,
no festival "O Rock Saiu" no SESC Pompéia
junto com o Violeta de Outono, no festival de música
no Parque do Ibirapuera, além do show de lançamento
do nosso primeiro videoclipe "Love in" e álbum,
no Blackmore.
8 -
E sobre suas letras? o que a Lorena vem escrevendo? o que
costuma ler para se inspirar? ou não será
por aí?
_Através das letras expresso minhas idéias,
sentimentos, pensamentos e até revoltas. Qualquer
coisa pode servir de inspiração: injustiças
sociais, guerras,relacionamentos, depredação
da natureza, etc.
9 -
O que pensa sobre posar para a minimal devotion? já
fez algo parecido antes?
_Acho bem legal!! Como o enfoque da Minimal é sempre
muito sensual mas ao mesmo tempo muito artístico,
acho que o resultado vai ser bem interessante. Já
fui fotografada para algumas revistas mas nunca com esse
enfoque. Vai ser uma experiência nova e estou animada.
10 -
sua:
_Convido todos a ouvirem o som do Diafanes em nosso site:
www.diafanes.com.br e peço pra galera que curtir
a banda se envolver e se comprometer mais. Para fazer o
cenário independente crescer os artistas precisam
de mais apoio do público que, se está cansado
de ouvir o que as grandes gravadoras impõe, precisa
reivindicar esse espaço mandando e-mails pras rádios,
revistas e emissoras de TV. Estamos numa época de
transição, decisiva sob muitos aspectos. Acho
que o jovem de hoje tem que ter mais atitude para preservar
sua cultura e seu ambiente.
ensaio
fotográfico e texto por porão/ contatos@minimaldevotion.com